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A primeira cientista-astronauta é portuguesa

December 27, 2018 / By

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O W Global Communication é responsável por toda a comunicação mediática do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) e fez parte da comunicação da primeira mulher portuguesa a participar no curso de cientista-astronauta da NASA.

A investigadora do INESC TEC e ISEP conseguiu ser uma das 12 seleccionadas, entre centenas de candidatos, para participar neste curso no âmbito do projeto PoSSUM – Ciência Suborbital Polar na Alta Mesosfera (Polar Suborbital Science in the Upper Mev sosphere).

O objetivo era claro: preparar os candidatos para um voo espacial suborbital como cientistas e formar cientistas-astronautas ou, de acordo com as categorias da NASA, os denominados “Mission Specialist” ou “Payload Specialist”. O curso de preparação teve a duração de um mês e meio e incluiu uma parte teórica e uma formação prática em aeronáutica e aeroespacial, onde foi possível fazer simulação de uma missão.

“Tivemos a oportunidade de simular uma missão, com utilização de um fato especial, treinos em aviões de acrobacia aérea de habituação às forças G e treinos na câmara hiperbárica para que os efeitos de hipoxia pudessem ser observados”, conta Ana Pires, a única participante de nacionalidade portuguesa a participar no curso de 2018, Classe 1802, que contou também com formandos de outros países, como o México, França, EUA, Estónia, Colômbia e Canadá.

Os perfis dos candidatos eram completamente diferentes uns dos outros – de engenheiros aeroespaciais, a astrofísicos, médicos, pilotos. Ana Pires é licenciada em engenharia geotécnica e geoambiente pelo ISEP e doutorada em geociências pela Universidade de Aveiro, com especialização em recursos geológicos e geomateriais. Atualmente além de investigadora é aluna do Mestrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores – Sistemas Autónomos, também no ISEP.

Para a investigadora, “Este é o primeiro passo para continuar uma formação especializada na Indústria Espacial. Existem inúmeros cursos no âmbito deste programa, e eu estou muito interessada em continuar a trabalhar e continuar a perseguir este sonho. Os cursos de operações com fatos espaciais, avaliação de microgravidade e técnicas de deteção remota aplicadas à mesosfera, são o meu próximo objetivo.”

Através da participação da Investigadora neste programa e curso, cria-se uma ligação direta à Indústria Espacial, que poderá ser uma estratégia relevante e uma linha de ação a ser criada e desenvolvida nas instituições com as quais a investigadora trabalha.

“Em termos pessoais, existem metodologias e técnicas relacionadas com a deteção remota e aquisição de imagem, que foram abordadas neste curso que podem ser perfeitamente aplicadas nas investigações que levo a cabo no Centro de Robótica e Sistemas Autónomos do INESC TEC e no ISEP, nas áreas das geo-tecnologias do mar, modelação e cartografia aplicada SIG”, termina Ana Pires.